POESIA
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Copyright © 2003-2006 João Pedro Mota Oliveira. Todos os direitos reservados
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Escuta ao Menos
Preciso te dizer bem como eu não te disse antes,
Eu preciso te fazer escutar, o que de mim podes duvidar,
E duvidas,
Eu preciso te dizer o que não te fiz sentir como devia;

Eu preciso te explicar o que em mim habita:
Torto, mas denso;
Frágil, mas verdadeiro;
É estranho, mas é o amor que sinto, como eu sinto...

Eu preciso te dizer o que não te disse antes,
Não dessa forma te disse,
Não nessa dor sangrando no peito,
Não nessa hora, perdida que em ti é tardia.

Eu preciso te dizer o que não te disse antes,
Antes que tarde no crepúsculo o cálice entornado de lágrimas,
Das tuas lágrimas,
Antes que o cálice do teu peito se esvazie de mim.

Eu te amo de diferentes gostos,
De diferentes jeitos...
Não como sonhavas ser...
Mas amo!
Amo mesmo assim, como não quiseras.

Eu te amo no doer do esboço de um poema cálido e melancólico,
Inacabado.
Eu te amo como somente um poderia te amar;
Nos misturamos!
Não há como mais nos separar.

Assim, como não se pode separar a chuva da lágrima,
Assim, como não se pode separar a presença do suspiro
Quando penso em teus beijos,
Nem como separar o meu corpo do teu, quando nos amávamos.
Não há como separar o reflexo da lua no espelho do lago...

Eu posso te amar, como nem mesmo essa palavra poderia definir...

Não há como mais saber sentir,
Não há como mais saber dizer,
Não há como te fazer ver...
Não há como ser de outro jeito...
Por: Soul
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